terça-feira, agosto 29, 2006

Sobre o estar só

Segundo tema de reflexão do blog.

Hoje tomei café com um amigo meu que contou as suas desventuras amorosas - parte delas, é claro - e, meio que no final do papo, ele me fez uma pergunta curiosa: se eu não tinha nenhum namorado ou namorada e porquê. Eu respondi que não tinha namorado e não sabia a razão...

Depois, vindo para casa, pensei nisso e acho que cheguei a uma conclusão histórica. Pelo menos uma conclusão sobre a MINHA história.

No caso desse meu amigo - que, claro, vou manter a identidade preservada -, todas as vezes em que ele chegou a aquela inevitável encruzilhada do "ou vai ou racha" ou, falando de forma mais prática, do "ou eu realmente fico com essa pessoa ou eu pulo fora", ele ficou com a pessoa. Ao menos, ele foi "casado" duas vezes, no estilo morar junto.

Eu, ao contrário dele, nas oportunidades que tive para escolher, sempre pulei fora. Ele me falou que em sua última decisão a vontade de ficar com a pessoa era de 50% - ou seja, 50% para ficar e 50% para não ficar.

Pensei nas minhas histórias e, talvez na última, ao menos, eu tinha mais de 50% de vontade de ficar com a pessoa mas, na hora H, decidi pensar em mim em primeiríssimo lugar. E acho que isso resume muito a razão porque estou só. Porque sempre na hora de decidir entre ficar com alguém que tanto posso ficar como posso não ficar, decido por não ficar. Decido por ficar só. Decido por mim. Curioso isso. Mas até agora tem sido assim.

E isso me faz pensar: será que a escolha de ficar com alguém é simplesmente optar pelos outros 50%? E se é assim, porque será que para alguns é mais fácil do que para mim?

De qualquer forma, essa impressão de "tanto faz" ficar ou não com uma pessoa me incomoda. Acho que sempre espero que seja quase impossível essa escolha de ficar só... acho que sempre espero que eu chegue ao ponto de, como na escolha pelo jornalismo, me sentir impelida de tal forma a ficar com alguém que seja inconcebível outra saída. Mas o engraçado é que até do jornalismo estou de férias... hehehehehehehe. O que será que isso significa?

Calor

Demorei, demorei e demorei e quase que o frio começa novamente em Madrid e eu sem fazer meus comentários...

Primeiro que morar nessa cidade tem uma grande vantagem em relação a outras cidades em que já morei/visitei no Brasil: aqui SIM posso sair na rua de chinelo. Sim, de Hawaianas ou do que seja... Coisa boa sair de chinelo!!! Eu adoro. Insubstituível.

Claro, eu não trabalho de chinelos, mas de sapato. Mas para ir para qualquer lugar, seja banco, supermercado e por aí, em ônibus ou metrô, você pode ir tranquilamente de chinelos. Uma delícia!!!

Mas o calor tem seus pontos negativos... como o cheiro que, até eu sentir de perto, achava que era lenda... O cheiro de suor no metrô, especialmente. Porque o suor em ambientes abertos ou em outros lugares dá para dar uma disfarçada, mas no metrô... O povo realmente não se liga. Quer dizer, uma parte do povo não se liga que está fedendo. Outro dia foi complicado aguentar. Mas tudo bem.

Agora hoje, especificamente, aconteceu algo curioso... um cara cheirava a peixe perto de mim no metrô. A peixe? Nossa, da onde? hehehehehehehe

terça-feira, agosto 15, 2006

A origem da força

Um certo dia, há muito tempo atrás, um ex-namorado meu - na época namorado - me disse que eu fazia da minha força mais do que ela era. Me disse que eu queria aparentar mais força do que, na verdade, eu tinha. Eu ri.

E hoje, tanto tempo depois, me pergunto, em alguns dias, de onde vem a nossa força. A força individual, eu digo, para enfrentar todos os problemas e passar por cima de todos eles... Para enfrentar todas as pessoas idiotas, mesquinhas, arrogantes, invejosas que podem aparecer na tua frente e, ainda assim, sair sem grandes arranhões.

Olha, para falar bem a verdade, eu não tenho uma resposta definitiva para essa pergunta... sobre a origem da força de cada pessoa. Só sei que eu me sentia forte antes, quando aquele meu ex-namorado fez esse comentário, e me sinto forte cada vez mais... A cada desafio, seja ele grande ou pequeno, vencido, me sinto mais forte. Mas, nem por isso, mais poderosa. É extranho de explicar, mas me sinto mais capaz hoje de fazer as coisas que planejei fazer do que antes e, nem por isso, desprezo a possibilidade de que um acidente ou uma outra face ruim do acaso me impeça de chegar aonde eu quero.

Eu respeito o acaso, eu trato de me cuidar e evitar que algo me impeça de chegar nos meus objetivos. Mas, bem no fundinho, me sinto muito capaz e com força para enfrentar tudo que vier pela frente.

Não tenho as respostas para a origem dessa força, mas adoro essa música dos Los Hermanos... quem sabe ela dê alguma luz sobre isso:
"É, morena
Tá tudo bem
Sereno é quem tem
A paz de estar em par com Deus"

Ainda acho que a melhor arma contra os males do mundo é ter a consciência tranquila. Ou, ao menos, o mais tranquila possível.