domingo, julho 23, 2006


...Dalí...



Ele tem várias obras fantásticas em exposição no Reina Sofia mas essa é especial. Ao menos para os meus olhos. Essa era uma obra que eu já achava linda antes, mas vendo de perto... maravilhosa!!!

Se chama "Moça ao pé da janela" ou apenas "Moça à janela" e foi pintada pelo mestre em 1925...

Mas claro, no Reina Sofia se encontra outras obras fantásticas dele. Adorei!!

Quase tinha passado da hora...

A vida é engraçada. Há tanto tempo - e quem me conhece que esse tanto significa muito mesmo - eu queria morar na Espanha, em Madrid e, agora aqui, passei a viver muito o cotidiano e mais nada.
Ou seja, em outras palavras: deixei a vida me levar e estava levando ela assim, como algo que se leva e pronto. E sabemos que não é apenas "deixar levar", não é? Eu, ao menos, sempre gostei de andar por caminhos diferentes e, se não sempre, mas volta e meia tomar as rédeas das coisas e buscar aprender sempre.
Pois bem... depois dos desafios iniciais e de me acomodar, digamos, na vida que eu assumi aqui, FINALMENTE - e finalmente mesmo - comecei o processo de tirar a bunda de casa, nos dias de folga no trabalho, e de começar a conhecer os lugares bacanas.
Ok, lugares bacanas, do tipo bares e tal, já tinha começado a conhecer, com os amigos. Mas os lugares a que me refiro são os que fazem dessa cidade algo único... como lugares especiais, seja pela beleza estética ou de conteúdo. E hoje fui em um destes... conheci o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia. Aproveite que sábados eles não cobram ingresso e fui lá.

FANTÁSTICO!!!
Bah, para falar a verdade, até cansei... andeu muuuuito, curti muuuuito as obras - desde clássicas até modernas - e, no final, estava cansada já de andar e de me embasbacar com a beleza e a criatividade de vários artistas superinteressantes.

Mas o mestre, o MESTRE de todos mesmo, e o que mais me encantou, foi mesmo o Salvador Dalí. E olha que o Reina Sofia está com uma mostra especial do Picasso... e vi Guernica de perto. Mas, ainda assim, Dalí mexeu mais comigo. Maravilhoso. Tanto que coloco aqui o quadro dele que me afeta em especial... acho ele lindo de morrer.

Da simplicidade das coisas...

Esse post está meio atrasadinho... faz vários dias já que eu queria ter colocado esse comentário aqui.
Uma das MARAVILHAS de morar em Madrid é que aqui tu pode realmente andar como você quiser. E com o calor infernal que faz nessa cidade - com clima quente os mais de 40 graus ficam insuportáveis, ou quase -, nada como andar SEMPRE de chinelo.
Sim!! Desde o início do verão aqui, desde que começou a fazer calor, reparei que muita gente anda de chinelo e eu o incorporei. Agora, seja para ir trabalhar, seja para passear, sair com os amigos, tomar umas "cañas" (cervas), "tapear" (ir em uma terraza e comer e beber coisinhas), e tudo o mais, vou de chinelo.
E só digo uma coisa: aaaaahhhhhh, como é bom!!

sexta-feira, julho 14, 2006

Do que se ganha e do que se enraiza


Viver fora do seu habitat é uma boa prova de aprendizado.
Vivendo agora em Madrid há nove meses, reflito sobre características que adquiri depois da minha saída de Blumenau e sobre características que se consolidaram ainda mais.

Acredito seriamente que eu ganhei em algumas qualidades, ou, quizá, tenha evoluído nelas. Acho que ganhei na capacidade de ter calma e esperar o momento certo para dizer ou fazer as coisas. Também acho que ganhei na capacidade de me abstrair, de ficar em silêncio, de me projetar para um lugar vacio em que tudo o que me irrita não consegue me afetar.

Por outro lado, acho que algumas características se agravaram ainda mais, ou, em outras palavras, se enraizaram ainda mais. Uma delas é a minha maior falta de paciência com gente que não tem o que dizer, ou melhor, não tem nada muito útil para falar e, ainda assim, gosta de dar discurso ou querer se fazer muito presente. Também piorou a minha falta de paciência com burrice, com quem tenta ser mais do que é, com quem tenta estar sempre no comando ou "por cima".

E também se tornou ainda mais claro para mim o quanto os meus pais e os meus bons amigos são únicos e fantásticos. O quanto eles são importantes para mim. Claro, antes eu já sabia disso, mas agora isso se tornou ainda mais claro e transparente e fundamental.

Só acho que eu podia desenvolver uma calma maior com os coitados da vida... com os infelizes que vieram aqui de passagem e que não tem nada a acrescentar... quem sabe um dia eu consigo ter um pouco mais de paciência... Mas agora mesmo, para ser franca, não a tenho.

Mas a minha verdadeira sorte é ter encontrado aqui bons amigos, pessoas realmente interessantes. São todos - ou quase todos - brasileiros. Tenho muito orgulho de tê-los perto de mim.

domingo, julho 02, 2006

Que decepção!!!

Acho que essa é a sensação de todo e qualquer brasileiro hoje, após a derrota da nossa Seleção para a França. Faltou ganhar. Faltou jogar. Faltou ter raça. Enfim... Faltou honrar os torcedores do time.

Dos jornais que eu vi hoje, acho que o Lance! foi o que melhor exprimiu o que sentimos. Segue o texto que publicaram em sua capa hoje e a própria capa do jornal.


O título principal: FALTOU VESTIR A CAMISA
O texto:
"Poucas vezes uma seleção chegou tão favorita a uma Copa. Ao Brasil caberia apenas cumprir a tabela e, no dia 9 de julho, botar a mão na taça. Esse clima se espalhou pelo país. A imprensa, a torcida, todo mundo entrou na onda. Paulistas, cariocas, mineiros se entregaram a Seleção - ainda que fosse uma seleção de "estrangeiros", ainda que tenha desde o primeiro dia de treino preferido a frieza dos castelos suíços ao calor do nosso povo. A torcida acreditou. E, em troca, pediu o mínimo: dedicação, raça, amor a camisa amarela. Perder faz parte do jogo. A Argentina, a Inglaterra também voltaram para casa mais cedo. Mas caíram de pé lutando até o último pênalti. Com certeza, não têm, como a França também não, o talento individual do nosso time. Mas talento não basta para ganhar jogo. É preciso ter vontade de vencer. E vergonha de perder.Numa entrevista ao jornal francês "L`Equipe", edição de ontem, perguntaram ao técnico Parreira o que aconteceria se o Brasil perdesse. Respondeu que de dia o sol continuaria a brilhar e as noites continuariam cheias de estrelas. Foi esse espírito do tanto faz como tanto fez que se viu ontem em campo."